Artistas

Lollapalooza 2016: Halsey seduz e conquista público em estreia no Brasil



Halsey pode ainda não ser tão conhecida no Brasil quanto é nos Estados Unidos, mas engana-se quem, por não conhecê-la, pensa que ninguém mais a conhece. Entre a multidão que saía do palco Ônix, onde o quarteto islandês Of Monsters And Men ainda se apresentava, se podia ouvir uma ou outra indagação sobre as atrações dos outros palcos. “O que vai ter agora?”, questionou uma garota. “Tame Impala e Halsey”, respondeu outra. “Ah, é. Halsey. Mas não conheço esse cara”, retrucou a primeira, para a minha surpresa (às vezes espero muito da juventude “moderna”).

Porém, chegando ao Axe, a multidão parecia saber muito bem quem ali subiria em breve e mais do que isso – ansiava pelo momento. Entre gritos histéricos de pura emoção e alguns de “linda”, “maravilhosa” e “gostosa”, surgiu Halsey – que (spoiler!) não é um cara- com um escarpin (corajosa) azul, short/calcinha da mesma cor e uma jaqueta – sabiamente abandonada entre a primeira e segunda música – que mostrava apenas um pedaço do seu sutiã de renda branca “coberto” por uma blusa de gola alta e manga comprida preta transparente. Não eram poucas as pessoas que sabiam cantar as musicas. E não me refiro apenas às mais conhecidas “New Americana”, “Ghost” e “Colors”, o mais recente single do seu primeiro álbum, Badlands.

Maria Luísa, Heloísa e Martina, três amigas de 16 anos, por exemplo, não perderam uma. Exatamente atrás de mim, o trio, que veio assistir aos shows de Halsey e Marina, cantou todas as musicas da cantora que conheceram por meio do Tumblr há pouco menos de dois anos.

“Brasil! Puta merda! Isso deve ser um sonho. Eu devo estar sonhando”, desabafou a cantora, claramente surpresa e emocionada com a resposta do público. “Eu nem sei o que dizer a vocês. Halsey é uma garota que muitos dizem que fala muito, mas que agora não tem nada a dizer”. Em seguida, removeu o salto alto e, descalça, partiu para “Roman Holiday”.

Em dado momento, ela se sentou e pediu ajuda. “Eu não consigo lembrar das letras dessa próxima música”, disse antes de puxar “Ghost”, seu segundo single. Antes mesmo da companhia da banda, a americana cantou um trecho que foi imediatamente ecoado pelo público. Durante a apresentação a cantora de 21 anos até se aventurou e ficou de joelhos para que seus absolutamente histéricos fãs pudessem tocá-la. ”Brasil, eu tenho tanto amor por vocês e eu gostaria de ficar aqui para sempre, mas no momento nós vamos para o Brooklyn”, anunciou “Hurricane”, acompanhada de imagens da Ponte do Brooklyn. A reciprocidade era palpável, Halsey.

“Se vocês sabem a letra dessa música – e eu acredito que saibam, porque vocês sabem as letras de todas as músicas”, riu, mais uma vez certa. O coro não perdeu uma palavra de “New Americana”.

No meio da música, ela desceu e desfilou entre as grades, batendo as mãos dos fãs que pareciam implorar pelo seu toque, como uma atleta de um time vencedor depois de uma partida.

E é exatamente o que foi: uma vitória, com direito a lágrimas – não apenas das fãs.

Autor: Redação Ferreguion

Tecnologia do Blogger.