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Lollapalooza 2016: Eagles of The Death Metal atropelam tragédia em show austero de power rock



As cinzas do Bataclan não combinam com o Eagles of Death Metal. Ainda que o massacre sem precedentes na história do rock (89 pessoas foram assassinadas no concerto da banda na casa noturna parisiense, em dezembro) ainda cause estragos na alma do grupo, seus shows não mudaram de rumo nem de ritmo.

Sem Josh Homme, integrante mais conhecido do grupo por fazer parte de outro, mais famoso (o Queens of the Stone Age), o EODM se ancorou no carisma de seu líder, Jesse Hughes, e no aclamado repertório de seu último álbum, Zipper Down, neste sábado em São Paulo, no Lollapalooza.

O show curto e sem hits conhecidos (a não ser  ”Save a Prayer”, balada do Duran Duran regravada no último disco, não deu espaço para selfies do público nem lamentações do ataque de dezembro – entre as vítimas, estava o gerente de merchandising da banda (em entrevista na última semana, Jesse acusou a segurança do Bataclan de saber dos ataques e não impedi-los). O público brasileiro pode ver, sem filtros, o power rock caipira quase sem intervalos entre as músicas, desde a introdução com “I Don’t Know Who I Am”.

A postura menos blasé foi recompensada com declarações de amor (“Amo este país e vou ficar por aqui mais cinco dias”, disse Jesse), passeios pelo corredor que separava o palco do público, abraços calorosos, beijos e até uma sessão de vinhetas do Queens of the Stone Age para quem sentiu falta de Homme.

Ironia ou não, a atenção do público foi registrada por um smartphone – da própria banda, que registrou em vídeo a comoção ao final do show. Uma recompensa para uma reação cada vez mais rara na música.

Autor: Redação Ferreguion

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