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Lollapalooza 2016: Die Antwoord tem energia e deboche de sobra


Danem-se as regras, os padrões de beleza, swag, dane-se tudo. O recado do Die Antwoord é dado já nas primeiras canções e atitudes do trio sul-africano. DJ Hi-Tek e Ninja entram com rosto e corpo cobertos, assim como Yolandi Visser, que entra em seguida com o dedo do meio já apontado.

Depois de mandarem o mundo se f***, as roupas laranjas dão forma ao avantajado DJ Hi-Tek, ao tatuado rapper Ninja e sua companheira de rima Yolandi Visser, que mais parece uma garotinha, de uma voz fofa que casa, estranhamente, com as revoltadas letras cheias de palavrão e mensagens contra o sistema e padrões.

Com muito prestígio no exterior, o Die Antwoord ainda é pouco conhecido por aqui. Uma das músicas mais celebradas foi “Ninja” – momento que o rapper se joga quase sem aviso nos braços da plateia – e “Pitbull Terrier” – quando o enérgico Ninja veste uma máscara do temido cão.

A apresentação do trio sul-africano é puro deboche e pode causar desconforto. Enquanto Ninja abaixa as calças e coloca a bunda para fora, imagens soturnas e bizarras dos videoclipes que lembram muito as produções do The Prodigy ou voadores “dollynhos” em forma fálica podem aparecer (Ninja mostra a bunda “só” duas vezes).

Esse tanto de informação visual dá a liga para o “rap-rave” do Die Antwoord: muita imagem, música em alta voltagem e menos mensagem.

Autor: Redação Ferreguion

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